24 de maio de 2009

III Encontro Nacional sobre Hipertexto


O Hipertexto 2009 acontece entre 29 e 31 de outubro, em Belo Horizonte (MG) e oferece aos inscritos a possibilidade de participar de conferências, mesas temáticas, Grupos de Discussão, minicursos e pôsteres, em três dias de programação, divididos entre os campi do CEFET-MG.

As conferências, cinco ao todo, serão apresentadas por pesquisadores convidados de renome internacional e versarão sobre temas importantes para o evento. Estão confirmadas as presenças de Ilana Snyder (Austrália), Maria Augusta Babo (Portugal), Rui Torres (Portugal) e Heloísa Collins (Brasil).

As mesas temáticas serão compostas por três pesquisadores convidados de cada vez e devem tratar de temas como interseções entre Computação e humanidades; linguagens híbridas na rede; escrita colaborativa; gêneros textuais e internet; multimodalidade; literatura em ambientes digitais; ambientes virtuais de aprendizagem; inclusão digital; letramento e escola, etc.

Mais Informações:
Telefones: (31) 3319-7110 e (31) 3319-6762
E-mail: hipertexto2009@gmail.com
Site: http://www.hipertexto2009.com.br

19 de maio de 2009

Nativos digitais transformam forma como ser humano se comunica


OS INTERNACIONAIS - Guilherme Moura Ignácio, de 9 anos (à esq.), faz amigos estrangeiros jogando Pokémon. “Nem preciso saber inglês”, afirma. O irmão, Frederico, de 11 anos, fã de games, ajuda Guilherme a se conectar com os parceiros internacionais.

Eles são capazes de ver TV, ouvir música, teclar no celular e usar o notebook, tudo ao mesmo tempo. Ou seja, são multitarefas. Adoram experimentar novos aplicativos, têm facilidade com blogs e lidar com múltiplos links, pulando de site em site, sem se perder. Interagem mais uns com os outros; “acessam-se” mutuamente para depois se conhecer pessoalmente. Esta é uma pequena descrição dos Nativos Digitais, termo que define os nascidos depois dos anos 80. Opondo-se a eles estão os Imigrantes Digitais, outra terminologia recente que engloba as pessoas que não nasceram na era digital mas que estão aprendendo a lidar com a tecnologia -ou, em alguns casos, até mesmo se recusando a aceitá-la.

Expressão cunhada em 2007 por Marc Prensky, pensador e desenvolvedor de games, o termo Nativos Digitais está sendo estudado como um fenômeno que pode causar impactos inclusive no mercado de trabalho. Hoje, essa geração representa 50% da população ativa (pessoas de até 25 anos), mas em 2020, com o crescimento demográfico, eles serão 80% da população.

“Se você quer entender a Geração Internet, você precisa entender o futuro. E meu filho frequentemente me lembra que o futuro é agora”. A frase, de autoria de Don Tapscott, autor de Grown up Digital e também do famoso Wikinomics resume bem o novo conflito de gerações. Isso porque a nova geração, também chamada de Y - termo rechaçado pela maioria dos pesquisadores - já se apropriou dos meios digitais e, agora, se comunica e se informa, age e até pensa de forma “diferente”.

Luíza Mitke, hoje com 11 anos, é a típica representante da geração de Nativos. Assim como a maior parte dos seus amigos, ela passeia com naturalidade por redes sociais online, usa MSN, celular, tem email e blog - ou seja, domina a internet. Para Luíza, a rede é apenas mais um meio, não uma assustadora novidade. Ao mesmo tempo, saca tanto de computador que foi a responsável pela inclusão digital da mãe e da avó. Dos meios “analógicos” comuns à geração anterior, só conhece a máquina de escrever, que no entanto nunca chegou a usar. Carteiro, então, ela só viu passar na rua.

"Realmente não sei como mandar uma carta direitinho", diz ela. Luíza faz parte, diz o estudioso do assunto e consultor em Inovação e Tecnologia Volney Faustini, da geração “banhada em bits”, que está promovendo uma mudança radical na forma como o ser humano interage com o mundo. De acordo com Faustini, é possível um imigrante digital conviver em harmonia com a nova geração, mas este nunca vai perder o “sotaque”:

"Como imigrantes digitais, falamos com sotaque. O nativo fala a linguagem digital com naturalidade e pertinência. Ele sabe inclusive ler na tela do computador. Já o imigrante não tem a mesma desenvoltura, a mesma fluência. Não à toa, este ainda imprime emails para ler", diz o estudioso. O especialista Volney Faustini cita uma analogia para explicar como um imigrante digital pode lidar bem (ou não) com a nova geração Web: um estrangeiro que chega no Brasil pode aprender a falar português fluentemente (com sotaque) e se sentir à vontade, “em casa”, ou viver aqui 40 anos e nunca perder o sotaque carregado e continuar se sentindo um peixe fora d´água. Se é possível uma boa convivência? Sim, mas as diferenças vão continuar existindo.

O jornalista Fausto Rêgo, pai de Luíza, é daqueles que se enturmaram, a ponto de ter mais características de nativo digital que de imigrante. "Apesar de ser um “nativo analógico”, fiz bem a transição. Me encantam as possibilidades da tecnologia, a quebra de hierarquias gastas, a capacidade de fazer mais com menos. E isso tudo mesmo me assumindo um sujeito linear e sequencial, que faz uma coisa de cada vez. Minto: até faço, $me incomoda dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo. Deve ser bug meu".

Para Faustini, não é bug não, é o uso da tecnologia que faz com que o imigrante se adeque à nova realidade. Ele cita o estudioso Malcolm Gladwell, para quem são necessárias dez mil horas para que qualquer pessoa tenha fluência em qualquer coisa - como idiomas em geral e a linguagem digital em particular: "O nativo está mais pronto para a tecnologia. Estudos indicam que nossos filhos têm plasticidade cerebral diferente da nossa. O que pode explicar que ele seja capaz de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, como assistir TV com fone no ouvido e teclando no PC", diz Faustini.

O pensador e especialista em computação Silvio Meira cita o “tecnólogo” inglês Douglas Adams para explicar a geração nativa digital. Disse Adams que “tudo o $existe quando você nasceu é absolutamente normal para você”. "Tenho email há 28 anos. Não sou imigrante, faço parte da tecnologia. A questão não é de idade ou de percepção, e sim de entender a mudança de cenário", diz Silvio. Lembra ele que a tecnologia é rápida demais, e que é necessário correr atrás.

"A cada 18 meses dobra a capacidade de processamento dos micros; a cada 12 meses, a de armazenamento; já a velocidade de transmissão de dados dobra a cada nove meses, enquanto o preço de tudo permanece o mesmo. Na hora em que se percebe isso, é preciso se perguntar: “onde estou?”. Muita gente espera que a tecnologia esteja aí pelo menos por dez anos até se adaptar a ela, como foi com a internet. Aí vem uma geração nova que vai te passar para trás e tomar seu lugar", diz.

Outra que não se encaixa na categoria “imigrante” é Ana Cristina Fiedler, mãe de Bruno, de 10 anos. Embora admita que o filho é mais capaz de lidar com muitas coisas ao mesmo tempo, ela cria para si uma nova categoria: a dos “migrantes pendulares”. "Não diria que sou uma imigrante, mas lidando com a internet a gente aprende todo dia. Talvez eu seja a tradicional migração pendular, que a gente viu nos livros escolares sobre as pessoas que moravam em Niterói e trabalhavam no Rio: vamos e voltamos todos os dias", diz ela.

A internet surgiu na vida de Ana quando ela estava entrando no mercado de trabalho e alterou completamente a forma como ela exercia suas funções. "Isso criou uma janela de oportunidade para quem estava começando. Lembro que, naquele período, muitas vezes expliquei como as coisas funcionavam para chefes. Acho que esse aspecto é o mais interessante da internet: o F5 (tecla de “atualizar” no teclado) eternamente pressionado. Agora, por exemplo, estou tentando me adaptar a essas novas formas de comunicação via redes sociais e microblogs", diz.

Redes que seu filho Bruno já domina e bem. Ele usa celular e internet todo dia, conversa no Orkut e no GTalk com os amigos, usa o Google para pesquisas mas sente falta de uma aproximação maior dos professores com a tecnologia, questão levantada por todos os especialistas. "Coordenadores de escola, educadores e diretores estão apáticos. A escola é teórica, mas o vetor digital, que não está sendo levado em consideração, transformou a sociedade de forma radical. É como afinar o violino no convés do Titanic", diz Faustini.

Na opinião do educador Muniz Sodré, é errado pensar que a interatividade e o “digitalismo” são propriedades da máquina. E é assim que os professores pensam. "Este é um momento polifônico, de vozes que precisam se juntar. Os professores ainda estão num modelo criado no Século XIX, o de prisão e igreja, no qual o professor é um pregador e a interatividade é mínima. Mas a era polifônica obrigada que o ambiente seja interativo. Eles precisam se abrir para as novas tecnologias e as novas formas de pluralidade".

Da Agência O Globo
Foto: Revista Época

16 de maio de 2009

Site traz seção especial sobre o Acordo Ortográfico


Para explicar o que mudou na Língua Portuguesa desde janeiro deste ano, data em que entraram em vigor as novas regras do Acordo Ortográfico, o portal IG, no seu canal de educação, publicou um especial detalhando tudo o que os países lusófonos passarão a adotar em seus livros escolares e no uso comum das palavras.

No site estão disponíveis diferentes tipos de informação incluindo um manual com todas as novas regras!

Faça aqui o download do Manual.

Acesse o especial sobre o Acordo Ortográfico.

15 de maio de 2009

Futuro do ensino pede "inundação" de tecnologia na escola


Ilustração: http://veja.abril.com.br/110707/p_090.shtml

por LusaOntem

O futuro do ensino passa por uma "inundação" de novas tecnologias de informação e comunicação mas também por uma escola criativa e inovadora que seja exemplo para a sociedade, defendeu hoje um investigador da Universidade do Minho.

António Osório adiantou à Lusa que "as escolas do presente e do futuro devem recorrer, de forma permanente, aos computadores, mas também às tecnologias verdes, à experimentação científica e ao desporto".

O investigador falava à margem do «Challenges 2009» - IV Conferência Internacional de Tecnologias de Informação (TIC) e Comunicação na Educação, que hoje começou na Universidade do Minho (UMinho), em Braga.

Organizado pelo Centro de Competência da instituição, acolhe 400 investigadores e professores de diferentes graus de ensino, que "partilham e discutem experiências e projectos de inovação com as TIC".

António Osório salientou que "a experiência acumulada pela Universidade no estudo da utilização das tecnologias de informação e comunicação demonstra que as crianças para usar bem os computadores nas escolas".

Referiu-se ao caso da distribuição do "Magalhães" nas escolas básicas, frisando que, embora o processo ainda não esteja concluído pois há crianças que ainda não o receberam, em geral, "tem sido bem utilizado".

"Dizia-se que os computadores iriam dispensar os professores nas escolas, mas hoje sabe-se que o seu aproveitamento integral exige professores mais bem formados", sublinhou.

O docente universitário sublinha que as escolas vão evoluir, ainda mais, na utilização de tecnologias, acentuando que, se tal sucede nos hospitais, em organismos públicos e privados, "a escola não pode ficar de fora".

Diz ter participado em questionários feitos no ensino básico nos quais os alunos dizem que as escolas deveriam ter mais computadores, mais espaços de convívio e de desporto, e pedem que haja "mais gente a sorrir".

"São as próprias crianças que pedem que a escola seja um espaço onde todos se sintam bem", frisou.

António Osório, em conjunto com o docente Bento Duarte Silva acaba de editar um artigo intitulado «As Tecnologias de Informação e Comunicação da Educação na Universidade do Minho» no livro 'Dez Anos de Desafios à Comunidade Educativa'.

A obra, que é apresentada sexta-feira, historia o papel pioneiro da UMinho que classificam como um "campo de referência da tecnologia educativa na sociedade educativa portuguesa".

Recordam que, na década de 70, "muito antes de se conhecerem as potencialidades da informática", se introduziu em todos os cursos de formação de professores do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Secundário a disciplina de Informática e Aplicações.

A formação em tecnologias de informação e comunicação foi igualmente preocupação na formação de professores do 1º Ciclo e Educadores de Infância desde meados da década de 80.

Num tempo de quase completa ausência de meios informáticos nas escolas, os pioneiros da utilização das TIC na Educação acreditavam na difusão maciça, a médio prazo, dos meios de computação em ambiente escolar.

Bento Silva e António Osório recordam que "o projecto Minerva trouxe para as escolas os primeiros computadores", e, ao mesmo tempo, "foi pioneiro no colocar os meios de telecomunicação ao serviço da partilha de experiências educativas".

Fonte: Diário de Notícias - Lisboa/PT

13 de maio de 2009

Aprender a distância requer disciplina


Liberdade de horário exige organização similar à de cursos presenciais
Por Mariana Bevilacqua


Estudantes de EAD (educação a distância) não perdem tempo com o transporte até a instituição de ensino e podem acompanhar as aulas sem abrir mão do conforto do lar. No entanto, essas facilidades podem
prejudicar o aprendizado do aluno caso ele não tenha a disciplina e a concentração necessárias para administrar bem essa liberdade.

"O estudo individual requer disciplina.Uma das maiores dificuldades dos alunos é aprender fora da universidade porque é mais fácil se distrair com outras atividades", observa a coordenadora de cursos a distância do Centro Universitário Senac São Paulo, Zilma Maria Cavalheiro de Carvalho. Ela destaca que os cursos a distância exigem que o estudante se desligue de tudo que possa tirar sua atenção.


Para o coordenador da plataforma de EAD do Cederj (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), Flávio Brito, a disciplina depende do aluno. "Se ele levar o curso a sério se empenhará para não permitir interrupções durante o tempo determinado para estudo", acredita.

Para não se dispersar com outros assuntos, a aluna do curso a distância de Gestão Financeira da UnisulVirtual (Universidade do Sul de Santa Catarina a distância), Patricia Kruel Froner Moreira, desenvolveu a rotina de acessar portais de notícias e checar e-mails antes de começar os estudos. "Dessa forma, quando começo a estudar, não tenho motivo para desviar a atenção do conteúdo da aula", conta ela.


Além da disciplina, o espaço destinado aos estudos é importante para a aprendizagem. "O computador deve ficam em um lugar tranqüilo, com poucas chances de interrupção para que a concentração não seja perdida", aconselha Zilma. "O momento que o estudante está na internet equivale à sala de aula. Se o aluno tem dificuldades de se concentrar em casa, há ainda a opção de ir a um pólo de apoio presencial", sug
ere Brito.

Tempo de estudo


Brito acredita que a organização é fundamental para o êxito no ensino a distância. "A EAD deve ser encarada da mesma forma que o ensino tradicional. O ideal é dedicar cerca de três horas e meia por dia, tempo que duram, em média, as aulas presenciais", aconselha. Para o coordenador, restringir os estudos a poucos dias da semana leva ao acúmulo de matéria. "Isso pode fazer com que o aluno não consiga acompanhar o ritmo das matérias", alerta.
Poliana usa uma hora por dia para se dedicar aos estudos

O tempo usado para acompanhar as aulas on-line, de acordo com Zilma, no entanto, deve ser estipulado por cada um. "Isso muda apenas quando há encontros marcados on-line, em que alunos e professores debatem a matéria e tiram dúvidas em tempo real", declara Zilma. Após as discussões, os alunos podem consultar o áudio do debate, que fica disponível na plataforma da instituição.


Apesar de sugerir certa flexibilidade nas horas dedicadas às aulas, Zilma aconselha o estudo diário. "Para conseguir acompanhar de forma satisfatória todas as matérias, é aconselhável se dedicar ao curso por pelo menos uma hora por dia", diz. Ela afirma não ser necessário entrar na plataforma on-line com a mesma freqüência. "As aulas pedem leituras de material didático e pesquisas. E esses estudos englobam essa uma hora aconselhada", afirmar ela. Zilma lembra, porém, que a plataforma de ensino deve ser acessada com regularidade para acompanhamento de novos tópicos de dúvidas em fóruns ou atividades.

A importância de acessar a plataforma da graduação com regularidade é confirmada pela estudante do curso tecnólogo virtual em
Administração Pública da UnisulVirtual, Poliana Morgana Simão. "Termino de estudar e consulto os fóruns do curso para ver as dúvidas de colegas e as respostas dadas pelo professor, além de postar o que não entendi", conta ela. A estudante lembra que os docentes respondem as perguntas em, no máximo, dois dias.

Patrícia criou uma rotina diária de estudos para se organizar. "No começo senti dificuldades porque a EAD não tem horário fixo como em aulas presenciais. Depois, fixei horários para cuidar da casa e de meus filhos e para estudar", explica a estudante, que se dedica à graduação na parte da tarde, quando fica sozinha em casa, depois de ver as notícias do dia e sua caixa de e-mails.


A tática de Poliana difere da de Patricia. "Estudo pelo menos uma hora por dia e, quando acesso o portal do curso, consulto diferentes sites para me manter informada", comenta. Para a estudante de Administração Pública, é preciso ficar com toda a atenção no portal apenas nos momentos de realizar as atividades propostas.


Zilma acredita que essa prática não atrapalha o desenvolvimento. "Mas isso depende do perfil de cada um. Há quem consiga fazer diversas atividades ao mesmo tempo. Existem, no entanto, os que precisam se dedicar a cada uma delas exclusivamente", ressalta. A coordenadora adverte, entretanto, que no momento de estudar os conteúdos teóricos, as demais atividades devem ser deixadas de lado.


Durante a hora destinada ao estudo, Poliana prefere ficar sozinha em seu quarto. "Leio o material didático da faculdade em lugares sem barulho, assim aprendo mais rápido", diz. Já Patricia, além de ler o material em locais silenciosos, também estuda em bancos e filas de espera. "Qualquer lugar que vou e sei que há chances de esperar para ser atendida, levo minhas apostilas", conta.


Fonte: Universia Brasil

8 de maio de 2009

Pense pequeno, ou as sutis diferenças entre netbooks e notebooks



Por Bruno Galo e Juliana Rocha
Qua, 06 Mai - 15h39

São Paulo, 06 (AE) - Em outubro de 2007, a taiwanesa Asus abalou a mundo da tecnologia ao lançar o primeiro netbook, um minilaptop cuja proposta era fazer menos e custar menos - ideia semelhante à da clássica propaganda do Fusca que, em 1960, propôs o slogan "Pense Pequeno". De lá pra cá, esses superportáteis se tornaram um fenômeno de vendas e, entre o pioneiro EeePC e os últimos lançamentos, passaram por mudanças tão profundas que é difícil perceber o que os diferem dos notebooks. Hoje atendem com precisão a quem deseja um equipamento mais prático e portátil do que um notebook ou sonha com mais conforto e facilidade de navegação do que oferece um smartphone.

Lançado em outubro de 2007 pela Asus, o EeePC apresentou um conceito que parecia fazer pouco ou nenhum sentido no mundo dos PCs portáteis. Era nanico, com uma tela apertada, um teclado desconfortável, pouca capacidade de memória e disco rígido e nenhum drive de DVD. Em suma, não servia para fazer quase nada fora da web.

O EeePC, porém, se tornou um fenômeno instantâneo ao vender mais de 1 milhão de unidades no primeiro ano. Não tardou para que praticamente todos os fabricantes abraçassem a novidade. De repente, existia uma máquina que indicava que boa parte dos consumidores talvez não quisesse mais, mas, sim, menos. Será?

"Os netbooks (categoria inaugurada pelo EeePC) permitiram ao público perceber cuidadosamente o que de fato cada um precisa em um computador", ponderou Andrew Laing, analista da consultoria Innosight, do guru Clayton Christensen, autor da teoria das inovações de ruptura, em que netbooks se encaixam, segundo Laing.

Mas nem tudo saiu como o previsto. Boa parte dos compradores dos primeiros netbooks acabou se decepcionando. Havia uma falha de comunicação entre fabricantes e parte dos consumidores, que esperava encontrar nesse equipamento apenas um notebook menor e mais leve. Quer dizer, algumas pessoas até queriam menos, mas não tão menos assim.

Some-se a isso o descontentamento de muitos fabricantes com as pequenas margens de lucro dos pequeninos. Foi o que bastou para que, a partir do segundo semestre do ano passado, modelos maiores e mais sofisticados começassem a surgir. A pioneira Asus acaba de apresentar lá fora um modelo, o EeePC 1004DN (sem data de lançamento no Brasil), com drive óptico, que grava CDs e DVDs.

Os netbooks da nova geração não são só navegadores com teclados. É possível usá-los para guardar músicas, fotos e documentos, rodar softwares multimídia, alguns games mais antigos e diversos outros aplicativos. A boa notícia é que a maior parte das pessoas não precisa de um computador com mais capacidade do que isso - especialmente em uma segunda máquina.

"Atualmente há pouca coisa que você pode fazer em um notebook que não se possa fazer em um netbook. E esta distância está rapidamente encolhendo", disse Rod Ederle, presidente da consultoria norte-americana Ederle Group.

No ano passado, cerca de 12 milhões de netbooks foram vendidos em todo o mundo, superando com folga as previsões iniciais. Para este ano, segundo a consultoria ABI Research, esses números podem totalizar 35 milhões. Ainda de acordo com a ABI, serão 139 milhões em 2013.

A partir do segundo semestre, com a oferta dos primeiros netbooks baseados na GPU Ion, criada pela Nvidia, uma das maiores limitações dos netbooks - o fato de não exibirem filmes em alta definição - deverá ser superada.

O processador gráfico Ion retirará parte da responsabilidade dos chips Intel Atom - dominantes entre os netbooks - ao se encarregar do processamento de vídeos e gráficos complexos. Graças ao Ion, os netbooks serão capazes de exibir sem sofrimento conteúdo em alta definição.

Portanto Drew Henry, gerente de computação móvel da Nvidia, aconselha quem planeja comprar um netbook a aguardar um pouquinho. "A Ion estará presente tanto em netbooks como em notebooks e desktops de baixo consumo de energia. É uma GPU de ampla capacidade e oferecerá aos usuários uma experiência completa, de computação real, em todos os equipamentos", disse.

Ainda segundo o executivo, não há razões para temer um impacto significativo no custo dos aparelhos. O primeiro computador equipado com o Ion - o desktop de baixo custo AspireRevo, fabricado pela Acer - começa a ser vendido em julho e a expectativa de preço é de US$ 300.

Mas há, sim, uma diferença que deve persistir, apontaram todos os especialistas e fabricantes ouvidos pela reportagem: a portabilidade. "Os netbooks são os novos notebooks", afirmou ao Link o norte-americano Brad Linder, autor do blog especializado em netbooks Liliputing (www.liliputing.com).

Eles podem até - ainda - não suprir todas as nossas necessidades, mas em breve serão nossos grandes companheiros do mundo digital.

Fonte: Agência Estado

5 de maio de 2009

Você sabe o que é RSS?



Conteúdo entregue de bandeja
Por Carlos Ossamu*

Há um dito popular que diz que a preguiça é a mãe do progresso. Como disse o escritor Mário Quintana, se o homem não tivesse preguiça de andar, não teria inventado a roda e não poderia viajar o mundo inteiro. Claro que há uma longa distância entre preguiça e a busca pela eficiência.

Se a máquina foi feita para nos servir (e não o contrário), por que não deixá-la fazendo o trabalho pesando para simplificar a nossa vida? Todo internauta tem os seus sites favoritos, seja de notícias, blogs, portais, páginas pessoais etc. Antes, para saber se havia alguma atualização, era preciso visitar cada página e verificar pessoalmente.

Para facilitar a vida dos usuários e até para garantir maior audiência, alguns serviços de notícias e portais, por exemplo, preparavam newsletters com headlines das últimas notícias e atualizações, com links para acesso direto à página de interesse, e enviavam por e-mail.

Mas com tanto spam circulando na rede, esse serviço deixou de ser eficiente. Além disso, era preciso preencher um formulário, quase sempre indicando os assuntos que se deseja receber e informar o endereço do e-mail, coisa que o internauta tem preguiça. A solução foi a criação da tecnologia RSS (Really Simple Syndication).

O RSS foi criado para facilitar o compartilhamento de conteúdo na internet, montando um resumo, com título e chamada (headline), das últimas atualizações de sites e blogs, de forma que possam ser lidos por softwares específicos, chamados de leitores de RSS ou agregadores. Os arquivos são escritos na linguagem XML (Extensible Markup Language) e chamados de feeds.

Tem gente, por exemplo, que está usando a tecnologia para ser informado sobre itens raros no site de leilão eBay. O vendedor, que tem sua página fixa no site, coloca a ferramenta à disposição para os seus clientes, que passam a ser informados automaticamente quando há novidades. Isso evita trabalho de ambos os lados: o vendedor não precisa montar um mailing para anunciar as novidades em sua página e o cliente necessita preencher formulários para cadastro.

A tecnologia RSS é baseada na linguagem XML, que possibilita a sindicalização de listas de links, em conjunto com outras informações (metadados), fornecendo aos internautas informações rápidas sobre o conteúdo, em forma de uma chamada com um link (headline). Sempre que a página for atualizada, o assinante do serviço receberá, automaticamente, um alerta com headline.

São dois lados de uma mesma moeda. De um, o proprietário do site cria um arquivo feed, que é um canal colocado no servidor onde está hospedada a página. Já o internauta visitante precisa ter um software leitor ou agregador, que pode ser um programa baixado no micro para ser integrado ao gerenciador de e-mail e desktop, ou funcionar como um programa aplicativo isolado (stand alone). Os navegadores Internet Explorer e Firefox já trazem agregadores integrados, sem a necessidade de se baixar nada.

Agregadores online

Outra possibilidade são os agregadores web, cujo bom exemplo é o Meu Yahoo!. Trata-se de uma versão personalizada do portal, que permite que o assinante Yahoo! reúna seus itens favoritos do Yahoo! e da web em um só lugar. Ele pode escolher qualquer coisa, como e-mail, notícias, previsão do tempo, cotação das bolsas, resultados de jogos, programação de cinema e TV etc. A base do serviço é justamente a tecnologia RSS.

Seja com um agregador web ou outro tipo de agregador, no dia-a-dia o funcionamento é o mesmo. Quando estiver visitando os seus sites favoritos, procure por um botão laranja com as siglas RSS ou XML. Ao clicar nele, você será direcionado a uma página com várias linhas de programação. Ignore a sopa de letrinhas, o que interessa é saber o endereço do link, que está na barra de endereços do navegador. No Yahoo! Cinema, por exemplo, para ficar sempre atualizado quanto as estréias, o usuário poderá fazer uma assinatura desta seção. Ao clicar no botão laranja RSS, o internauta será direcionado ao endereço http://br.cinema.yahoo.com/rss/estreia. É esse endereço que ele deverá adicionar no agregador. Para tanto, basta marcá-lo e dar um Ctrl+C, ir até o agregador, clicar na opção Add Feed ou Adicionar Feed e copiar o endereço (Ctrl+V).

Agregadores no PC

Para quem não possui navegarescom agregadores embutidos, e nem desejam usar serviços da Internet, o jeito é baixar um programa. Um dos mais usados é o Feedreader. Um outro programa gratuito é o QuickRSS. Uma opção nacional é o Leitor de Notícias 2.5.

Veja alguns feeds:

Lançamentos de DVD - Yahoo! Cinema
Notícia - Folha - Em cima da hora
Tempo Brasil - Climatempo
Humor - Kibeloco
Tecnologia - Akiabara News
Tecnologia - CNET
Música - Podcast Conexão Groove
Música - Podcast De Abba a Zappa
Política - Blog Josias de Souza
Esportes de aventura - Webventure
Vídeo - MegaPlayer


*Carlos Ossamu é jornalista especializado em tecnologia e colaborador das revistas Info Corporate e Info Canal e jornal Diário do Comércio

Fonte:
Yahoo! Notícias