31 de julho de 2009
Linguistas usam tecnologia para salvar idiomas da extinção
Jogue, yipe, simoi são três palavras curtas para alimentos em kim, uma língua de Serra Leoa que o doutor Tucker Childs tem tentado, nos últimos três anos, escrever, gravar e entender.
Kim é uma língua que está morrendo e Childs é linguista de campo. De sua base em Tei, uma pequena vila de pescadores no rio Waanje, ele percorre em uma canoa os canais estreitos através da planície aluvial do rio e caminha alguns quilômetros em direção ao interior, onde as últimas comunidades falantes de kim persistem. Com base em gravações no local, ele desenvolveu um alfabeto, compilou um dicionário e está terminando um livro sobre a gramática.
Das seis mil línguas do mundo, duas mil são faladas na África. Muitas não têm forma escrita, algumas ainda não têm nome e várias outras provavelmente desaparecerão. Durante séculos, incentivos sociais e econômicos atuaram contra o kim e em favor do mende, uma língua usada amplamente na região, levando o kim à beira da extinção, especula Childs.
Já se foi a época em que linguistas de campo como Childs, um grupo espalhado que trabalha contra o tempo para salvar as línguas em risco de extinção do mundo - mais de três mil na última contagem -, anotavam dados em cadernos manchados e armazenavam sons em fitas cassete, destinadas a apodrecer em caixas. Hoje, os linguistas aderiram à tecnologia digital. Childs agora usa um gravador compacto e tem aplicativos que analisam os elementos de uma vogal em segundos ou comparam sons entre línguas.
Usando sistemas de informação geográfica, softwares que traduzem dados em mapas, ele e seus assistentes de pesquisa, Hannah Sarvasy e Ali Turay, localizam as vilas que não são encontradas em nenhum mapa oficial. "Existem várias razões para os linguistas desejarem preservar essas línguas", Childs disse, "mas para mim é mais uma coisa emocional. Não tem a ver com nobreza, é uma dívida do capitalismo. Essas pessoas estão em situação totalmente periférica."
Em sua nova forma digital, esse tipo de pesquisa fica mais acessível. Ela permite que projetos maiores compartilhem a herança linguística do mundo com um público mais amplo de professores e aprendizes, inclusive, quando possível, com os falantes originais.
O objetivo não é apenas salvar, mas reviver as línguas. Financiado pelo Hans Rausing Endangered Languages Project e o National Endowment for the Humanities, as gravações de Childs serão encaminhadas assim que seu estudo terminar e ele retornar ao seu posto de professor na Universidade Estadual de Portland, Oregon para um imenso banco de dados da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS).
O diretor do arquivo de línguas em risco de extinção da SOAS, David Nathan, disse que o website da escola, elar.soas.ac.uk, deverá começar a compartilhar dados no final do verão da região. "O que estamos devolvendo à sociedade com a documentação de línguas é um novo gênero de material que não tem nenhum canal de publicação", ele disse.
Ou não tinha até agora. O novo gênero é realmente uma caixa de surpresas, contendo gravações de áudio de conversas e lendas populares, vídeos de músicas e danças e transcrições em texto. Mas como acontece com a maioria dos novos gêneros, este está vindo ao mundo com dores do parto.
A simples obtenção de gravações de qualidade pode ser difícil. As vilas de Nyandehun e Mosenten, por exemplo, não têm estradas nem infraestrutura. Com equipamentos mais avançados, baterias descarregam inesperadamente, a quilômetros de uma fonte elétrica. A umidade e a poeira se acumulam nas máquinas.
Além disso, alguns linguistas têm dificuldade para aprender a usar as novas máquinas. Para a maioria deles, áudio é apenas uma inconveniência no caminho da transcrição, Nathan disse. No passado, ele acrescentou, "a qualidade era tão ruim que o áudio era apenas uma evidência de que eles haviam ido ao local, um talismã mostrando que eles haviam ido a campo."
A relação entre linguistas e a tecnologia vai além do formato no qual os sons são gravados. Childs, que se lembra de quando trabalhava com computadores do tamanho de uma sala na época em que fazia doutorado, disse que teorias da linguagem muitas vezes se moldaram à semelhança dos instrumentos disponíveis.
No começo, contou, os linguistas imaginavam que a mente processava a linguagem com muitas regras e pouca armazenagem. "O que aconteceu com o tempo foi que mais e mais coisas foram introduzidas e registradas ao léxico, e isso meio que ocorreu em paralelo ao desenvolvimento da indústria de computadores que barateou a armazenagem de dados", ele disse.
A SOAS não está sozinha em sua tentativa de documentar línguas em risco de extinção. O Instituto Max Planck em Nijmegen, Países Baixos, tem operado um arquivo há 10 anos. O doutor Dagmar Jung, linguista de Colônia, Alemanha, está trabalhando com anciões da tribo Castor, ou Dane-Zaa, nas províncias canadenses da Colúmbia Britânica e Alberta para reunir material e torná-lo acessível através do portal da comunidade. "Ele está lá para as gerações futuras¿, Jung disse. "Mas no momento não é de fácil utilização."
Falantes de castor têm acesso online a gravações de suas músicas e histórias. Gary Oker, 49, ex-chefe da tribo Dane-Zaa, disse que colocar as gravações de anciões online era parte de um projeto para capturar visões do mundo tradicionais e torná-las parte do presente. Os jovens dane-zaa se envolveram no processo, desde a produção das gravações dos anciões que foram colocadas online ao uso das mesmas como material de referência na escola.
Embora tenha visto sua língua desaparecer, ele disse que como os jovens "haviam capturado sua tradição oral e a documentado de muitas formas", o contato os tornou "mais orgulhosos de sua história e de quem eles eram." As histórias, ele disse, ajudaram os jovens a descobrir sua identidade e como eles se relacionam com a terra.
Devido à exploração do petróleo e do gás, Oker disse, "nosso ambiente está mudando tão rapidamente que precisamos absorver o máximo possível." Mesmo se a língua for perdida, ele disse, "a sabedoria pode ser transmitida."
Obviamente, recursos online são úteis apenas para comunidades com acesso à Internet. Mas comunidades sem tal acesso, como a dos falantes de kim, ainda exigem livros impressos e gravações copiadas em CDs ou fitas. Também são promissores programas que colocam dicionários eletrônicos em celulares.
James McElvenny, um linguista da Universidade de Sydney, liderou o desenvolvimento de um software para ajudar a revitalizar línguas em risco de desaparecer. McElvenny tem trabalhado com grupos aborígenes como os Darug de Sydney para dar aos aprendizes, muitos com apenas 16 anos, uma referência portátil que fornece a definição e o som de palavras que não são mais faladas, visto que o darug é uma língua morta. "Muitos membros mais velhos têm aversão à tecnologia", ele disse, "mas os jovens estão realmente interessados." Quanto ao kim, tais esforços podem vir tarde demais. Uma língua, como uma pessoa, geralmente envelhece e morre. Quatro pessoas da comunidade morreram desde que o projeto de Childs começou e todos os 20 falantes fluentes de kim têm mais de 60 anos.
"As pessoas hoje não sabem falar kim porque seus pais não falavam a língua com elas", disse Fasia Kohlia, uma das melhores falantes de kim. "Os pais costumavam chamar seus filhos para dar de mamar em kim ¿ 'kun moga, kun moga, kun moga'", ela disse. Mas quando ela teve filhos, ela os chamava em mende.
Fonte: The New York Times
Tradução: Amy Traduções para o Portal Terra Educação
27 de julho de 2009
Samsung lança leitor de livros eletrônicos na Coreia do Sul

A Samsung lançou nesta segunda-feira (27/7) na Coreia do Sul seu primeiro leitor de livros eletrônicos . O conteúdo é oferecido por uma livraria local chamada Kyobo, que já oferece versões digitais de cerca de 2.500 títulos.
O equipamento, um modelo SNE-50K, custará 339 wons coreanos (270 dólares) e tem tela de cinco polegadas sensível ao toque, informou o Wall Street Journal.
Com memória interna de 512 MB, o aparelho tem preço similar ao do leitor eletrônico da Sony e inferior ao da versão de entrada do Kindle, da Amazon, que é vendido por 299 dólares.
Como a companhia pretende apresentar novos protótipos para o produto só em janeiro de 2010, a novidade não deve desembarcar no Brasil neste ano. Até o início do ano que vem, a Samsung vai negociar pacotes de conteúdo com editoras e varejistas internacionais.
O primeiro leitor eletrônico da Samsung não tem suporte para downloads ou navegação na internet sem fio. Por enquanto, os usuários precisam baixar o livro no computador e então passá-lo para o dispositivo. A fabricante afirma que o equipamento é capaz de ler arquivos feitos nos aplicativos de produtividade do Office, da Microsoft, e em formato PDF, da Adobe.
Publicado por Evelin Ribeiro, às 11h27
http://idgnow.uol.com.br
24 de julho de 2009
22 de julho de 2009
Muito além de Orkut, Twitter e MSN
Projetos exploram potencial das lan houses como espaços de cultura, aprendizado e inclusãoPor Taiana Ferraz
No fundo de uma barbearia, um computador. No sulfite impresso, o valor: R$ 2,00 a hora. No ponto mais alto de um pequeno povoado do Maranhão*, um laptop e um aparelho 3G representam o único ponto de internet da região. Ali, como em qualquer lugar do Brasil, os espaços mais diversos têm sido transformados em lan houses. Segundo pesquisa do DataFolha do final de 2008, cerca de 48% do acesso à internet no país acontece dentro delas ou em outros locais públicos.
Além do mecanismo de inclusão digital que naturalmente representam, agora as lan houses são foco de duas iniciativas que buscam explorar outros potenciais desses espaços. Cada uma delas foi pensanda em uma cidade, cada uma com seu ponto de vista, mas com pontos comuns e outros complementares. Ambos os projetos concordam que, hoje, a inclusão digital no Brasil passa pela lan house, com amplo potencial em áreas como a educação, a cultura e a profissionalização.
Usuário em foco
O primeiro projeto se chama Conexão Cultura e sua atuação é direcionada ao usuário. Seu objetivo é oferecer uma solução que leva conteúdo de relevância e qualidade por meio de uma barra de comteúdos instalada no Firefox ou no Internet Explorer.
Um dos diferenciais do Conexão Cultura é o fato de ele ser desenvolvido em código aberto, o que permitirá que outros desenvolvedores criem aplicativos que rodem dentro dele e que possam ser compatilhados com outros usuários. Para a coordenadora de conteúdo do projeto, Daniela Silva, "isso significa que o que hoje é só um leitor de conteúdo que a gente publica, pode virar uma plataforma de publicação de conteúdo do usuário". Segundo ela, que é quem faz a análise do que está na internet e vai para o Conexão, o aplicativo trará conteúdos como notícias e vídeos dos parceiros institucionais do projeto, como o Itaú Cultutal.
"Há muito conteúdo legal na internet, só que esse conteúdo não chega ao usuário da lan house. Uma das razões pelas quais isso acontece é a maneira como a internet está estruturada e opera hoje: por mecanismo de busca", afirma, pois "o usuário não pode adivinhar que tem que buscar por esse tipo de informação, que não faz parte do seu cotidiano. O Conexão Cultura é uma maneira de mostrar as coisas legais para ele". E essas coisas, o usuário só vê se ele quiser, pois a barra também pode ser omitida.
A concepção e a gestão do projeto são da Fundação Padre Anchieta. O desenvolvimento do conteúdo acontece com a coordenação de Daniela Silva, pela empresa Nunklaki, na Casa de Cultura Digital, compartilhada por diversas outras empresas, ONGs e indivíduos que pensam e trabalham com novas formas de usar a tecnologia digital.
A barra do Conexão Digital já existe, mas está em fase de testes e, por isso, ainda não está instalada em nenhum lugar. De acordo com Daniela Silva, uma parceria está sendo fechada com o Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do Estado de São Paulo, para a instalação da barra. O projeto pretende se expandir para outros centros públicos de acesso do país e chegar às lan houses. "É nesse espaço de aprendizagem informal que as crianças estão indo para adquirir seus conhecimentos, para adquirir cultura, para produzir e trocar. Todo o processo bacana de internet, de colaboração e geração de oportunidades que existe nisso não pode ficar restrito a quem tem internet em casa", diz.
Jogo do ganha-ganha
"Na verdade, o Conexão Digital já é importante pelo simples fato de que ele pode interligar as lan houses do Brasil em torno de alguma coisa que, neste caso, é um projeto que tem um escopo de cultura, de educação, de serviço público e de inclusão digital", afirma Daniela Silva.
Contudo, os membros do projeto ainda buscam maneiras de levá-lo às lans. Ela sugere que entre as vantagens que poderiam ser oferecidas para os donos de lan houses estariam os fatos de eles estarem ligados a uma rede de pessoas que fazem parte desse mesmo projeto e ao valor que a marca da Fundação Padre Anchieta dá, além de oferecer um conteúdo diferenciado para as pessoas que usam a lan house.
Outro plano do Conexão Cultura é um "esquema de recompensa", em que o usuário é recompensado: quanto mais acessa esse conteúdo, mais pontos ele junta, os quais ele pode trocar por livros, CDs, ingresso para o cinema etc. "Assim, incentivamos o acesso e fazemos essa transferência de valor das instituições para essas pessoas. No fim, todo mundo sai ganhando: as instituições ganham público, audiência, relevância, e as pessoas ganham mais cultura e oportunidade", conclui Daniela Silva.
Foco nos donos de lan houses
O outro projeto chama-se CDI Lan e tem como alvo os donos de lan houses de todo o país. Seu objetivo é qualificá-los para expandir a experiência de navegação de tantos usuários. Dessa forma, esses profissionais podem servir como agente facilitadores e não só como as pessoas que oferecem máquinas com internet.
"Falar de lan house é assim: me perguntam o que uma pessoa pode fazer em uma lan house. Então eu contrapergunto: o que uma pessoa pode fazer na internet? Só que a experiência de navegação que as lan houses oferecem para o usuário é pobre: cada um senta em seu computador e eventualmente o dono da lan house ensina a abrir uma conta no Orkut e no MSN. Mas a internet é muito mais do que isso. Na internet, você pode estudar, fazer compras, tirar certidão, se preparar para concurso, fazer curso profissionalizante e até pós-graduação", afirma Mário Brandão, coordenador do CDI Lan e fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID).
O CDI Lan começou a trabalhar oficialmente no último dia 25 de junho no Rio de Janeiro. Foi idealizado pelo CDI (Comitê para Democratização da Informática), apoiado pela ABCID e tem como embaixadora a atriz e apresentadora Regina Casé. O projeto pretende reunir os donos de lan houses de todo o país sob um código de conduta em que eles assumem compromissos como facilitar o acesso de pessoas com deficiência, divulgar campanhas sociais e zelar por questoes ambientais. Além disso, outros proprietários de lan houses, membros da ABCID, que passaram por esta mesma experiência, estão desenvolvendo videoaulas para capacitar os colegas em relação ao empreendedorismo e em relação ao que é o negócio deles. Segundo Mário Brandão, o CDI Lan está firmando parcerias com universidades e pretende, ainda, promover encontros entre donos de lan houses e potenciais parceiros.
O coordenador conta, ainda, que em cinco dias já estavam afiliadas 125 lans e que a expectativa é de que sejam 500 até o final de julho. Outro ponto importante do projeto é a ausência de custo para o dono de lan house. Para tanto, serão estabelecidas parcerias com empresas que possam ter interesse em investir no ramo, como por exemplo, uma empresa que queira anunciar no papel de parede dessas lans. Neste caso, o empresário pagaria ao dono da lan pela publicidade e uma pequena porcentagem serviria para pagar os profissionais reponsáveis pelo acompanhamento e estruturação desses processos. A orientação do CDI Lan será no sentido de promover esses acordos comerciais com os estabelecimentos mais próximos das lan houses, como a padaria, o supermercado ou a farmácia da esquina. ¨É uma maneira criativa de ter um desenvolvimento com teu entorno¨, diz Mário Brandão.
Segurança e boa conduta
O CDI Lan também se preocupa em desmontar a imagem negativa que as lans têm perante a sociedade e perante os educadores. Mário Brandão cita como exemplo a nossa legislação, que, segundo ele, "sempre serviu para criar entraves para o ramo, visto como casa de jogo, sem nenhuma perspectiva de contribuição social".
Além disso, existe a percepção de que usar lan houses é inseguro, o que ele rebate: "Para o dono da lan, máquina parada é prejuizo e, se ele não tiver uma estrutura de segurança com anti virus, antifish, antikeylocker, seus computadores param a cada dez minutos e a internet fica lenta. O cara que não tem essses cuidados, o computador dele vai parar e quebrar tanto que ele vai fechar em dois meses. Então, se o cara tem mais de seis meses, pode ter certeza de que ele tem proteção."
Mário Brandão conta que uma das maneiras de mudar essa imagem é simplesmente comunicar ao cliente que o seu espaço tem cuidado com a segurança dele, com menor de idade, com conteúdo impróprio etc. Assim, ele passa uma nova imagem, mais profissional, mais responsável, e consegue aumentar seu público e, consequentemente, sua receita.
Veja abaixo vídeo sobre o CDI Lan
Veja vídeo da Central da Periferia, produzido pela TV Globo, sobre a expansão das lan houses
A repórter Taiana Ferraz finalizou o texto na lan house descrita durante uma viagem que fez ao Maranhão no começo de julho.
Novidades sobre Conexão Cultura
* Acompanhe o site: www.conexaocultura.org.br
Novidades sobre o CDI Lan
* Acompanhe o site: www.cdi.org.br
19 de julho de 2009
Novo site de busca permite encontrar imagens por cores

Por Mario Amaya
Um dos sites mais inovadores do momento é o Multicolr Search Lab, da Idée Inc. É um sistema de busca alimentado com fotos do Flickr, do Yahoo!. Para usar, é só clicar na paleta de cores (_swatches_); a matriz é preenchida com fotos que correspondem à combinação dos _swatches _selecionados.
O Multicolr Search é uma implementação demonstrativa do Piximilar, uma tecnologia de busca capaz de organizar qualquer acervo de imagens pela cor predominante em cada foto. As aplicações disso em design, moda e decoração são evidentes.
No Flickr, é comum indicar na tag da foto a sua cor predominante ou mais importante, e há um enorme número de grupos devotados a cores específicas. O Multicolr Search transcende essa laboriosa tarefa manual.
Você já clicou num ícone de programa por engano por causa da sua cor?
No meu Mac, preciso manter o Safari, iChat e Skype longe um do outro no Dock. Embora todos eles tratem de comunicação via internet, e pela lógica fiquem melhor no Dock reunidos, a chance de abrir um pensando no outro é grande. Isso acontece porque a visão humana emprega a cor predominante de um objeto como fator decisivo no seu reconhecimento, tanto quanto a sua forma e até mais, quando o objeto é pequeno, como no caso dos ícones.
Nos anos 90 virou moda o mosaico montado com fotos, cada uma delas colocada no lugar de um “pixel” com cor e tonalidade equivalente. (Eventualmente o método foi deturpado; o que hoje em dia se vê mais na fotografia publicitária é um mosaico fake com uma foto grande simplesmente sobreposta sobre uma matriz de fotos pequenas.) O Piximilar poderia ser usado como fonte de imagens para montar um desses mosaicos “autênticos”. Pixel Art elevada à última consequência.
Outro produto mais antigo da Idée é o TinEye (tineye.com), um mecanismo de “busca reversa” de imagens. Você sobe para o site uma foto do seu computador (ou dá o endereço de alguma imagem publicada na Web).
O TinEye analisa o conteúdo do arquivo e, à maneira do Google Imagens, mostra achados similares na rede. É uma beleza para identificar fotos baixadas cujos nomes de arquivo não trazem nenhuma informação sobre o assunto ou o fotógrafo. Todavia, ele seria ainda mais útil se o sistema pudesse reconhecer também uma imagem direto da webcam do seu computador, eliminando a etapa do upload.
Fonte: www.geek.com.br
15 de julho de 2009
Creative Commons
10 filmes sobre o futuro
Que tal enriquecer sua aula com filmes que abordam temas referentes à Tecnologia e suas possíveis aplicações? Framingham - Alguns acertaram em cheio e outros foram futuristas. Veja 10 filmes que tentaram prever quais tecnologias vingariam no futuro.
Não é fácil fazer um filme que divirta, tenha uma boa história e antecipe as tendências e tecnologias que se tornarão verdade tempos depois.
Lembra aqueles incríveis gadgets dos filmes de James Bond (um carro que se transforma num submarino e um relógio que emite laser que corta qualquer coisa)? Eram pura fantasia!
Listamos aqui dez filmes, especialmente os feitos entre os anos 1980 e 1990 - que acertaram nas previsões de tecnologia - ou chegaram perto. Alguns deles você vai dizer: "Meu Deus, essas tecnologias já existem hoje!" ou "Isso realmente pode acontecer agora!".
- 2001: Uma Odisseia no Espaço
- Uma Odisseia Eletrônica
- O Caçador de Androides
- Jogos de Guerra
- A rede
- Gattaca - A Experência Genética
- O Show de Truman
- Mensagem para você
- Matrix
- Minority Report
10 de julho de 2009
Crescimento da Wikipedia estacionou e site está perdendo editores
O crescimento da Wikipedia estacionou em 2007 e a enciclopédia online vem perdendo editores desde então. Além disso, o tempo que as pessoas dedicam a atualizar o site só diminui. As informações são de um estudo de Felipe Ortega, membro do grupo de pesquisa GSyC/Libresoft da Universidade Rey Juan Carlos, revelado pelo El País.O ano de 2007 foi um marco histórico por ter sido o primeiro em que o número de voluntários que abandonou o projeto (cerca de 20 mil na versão inglesa) superou o de novatos (cerca de 15 mil). O problema pode ser considerado grave se as conclusões de Ortega estiverem corretas. Para ele "esta tendência seguirá piorando no futuro próximo e o número de abandonos tende a crescer cada vez mais rapidamente".
Disponível em 260 idiomas, a Wikipedia é o sétimo site mais visitado do mundo e ocupa o primeiro lugar do Google para diversas buscas, sendo usada como fonte de informação por milhões de pessoas. As versões analisadas foram a inglesa, alemã, francesa, polonesa, japonesa, holandesa, italiana, portuguesa, espanhola e sueca.
De acordo com o pesquisa de Ortega os voluntários tendem a se cansar da Wikipedia. Na média, as contribuições duram um ano por pessoa. Além disso, 50% dos editores passam menos de 150 dias contribuindo e a concentração do trabalho é grande, com 90% do serviço sendo feito por apenas 10% dos voluntários.
Foram analisadas mais de 300 milhões de atualizações em mais de 20 milhões de páginas wiki feita por 2,5 milhões de usuários registrados nas 10 maiores versões da Wikipedia, entre elas a portuguesa. "O conjunto da informação analisada ocupa mais de 2,2TB só para a versão inglesa, ou cerca de 494 DVDs", afirma o El País.
A Wikipedia é uma enciclopédia virtual colaborativa, ou seja, é feita pelos próprios usuários, que podem criar e editar verbetes (quase) livremente. O projeto conta com o conhecimento coletivo e a boa vontade das pessoas para garantir agilidade de informação e capacidade de auto-correção.
Fonte: Agência O Globo
7 de julho de 2009
Os Livros e a Web

Todos os livros do mundo
Baseada em um projeto de compartilhamento de informações, a Open Library busca criar uma pagina na web para todos os livros já escritos. O sistema, que já possui 23 milhões de livros, garimpa informações em 19 grandes bibliotecas e funciona como a Wikipedia, permitindo aos usuários incluir anotações em diferentes edições. Segundo George Oates, líder da iniciativa, em entrevista veiculada pela Telegraph, o projeto busca manter um registro histórico para a posteridade, "compartilhando informações o mais abertamente possível".
Site divulga games que viraram livros e livros que viraram games
O site Kotaku lançou uma lista de leituras de verão. A novidade é que a seleção é feita a partir de videogames que viraram livros ou vice-versa. Entre eles estão A Divina Comédia, de Dante Alighieri, que serviu de base para o game Dante's Inferno e Prince of Persia, que inspirou uma obra de mesmo nome. Há ainda menções ao livro dos recordes dos games e um livro sobre a filosofia do jogo The Legend of Zelda.
Fonte: Boletim PNLL nº 163 - 06 a 12/07/2009
2 de julho de 2009
Uso de software livre incentiva protagonismo de alunos, aponta debate na FISL
Por Giulliana Bianconi
Porto Alegre - Optar pela utilização de softwares livres nos ambientes de aprendizagem é uma mudança não somente de atitude, mas principalmente de cultura e de posicionamento dos professores frente aos seus alunos. Chegar numa sala de aula e anunciar que, a partir daquele instante, ações que envolvam o computador serão sempre realizadas com softwares que podem ser copiados, modificados, distribuídos e usados sem restrições por terceiros causa estranheza entre aqueles alunos que, desde que tiveram contato com a informática, lidam com sistemas que não podem ser modificados, a exemplo do Windows.
Uma corrente cada vez mais robusta de educadores defende o uso desses softwares livres por considerar que eles fazem do usuário um produtor, fortalecem o processo de ensino-aprendizagem nos diferentes níveis escolares e proporcionam a apropriação coletiva de todo o material desenvolvido.
Administrador de sistemas e coordenador da Fundec (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais de Duque de Caxias), Alessandro de Souza e Silva tem hoje para contar o que ele classifica como "uma história de sucesso”, mas, ainda assim, afirma: "o preconceito diante do software livre é imenso, eu consigo enxergar isso quando alguns alunos desistem da inscrição em nossos cursos ao tomarem conhecimento de que não vão utilizar softwares proprietários amplamente difundidos no mercado."
Apesar de não ter êxito em 100% dos casos em que tenta evitar a desistência, Alessandro de Souza e Silva já contabiliza mais de 50 mil alunos formados nos CAEPs (Centros Avançados de Estudos Profissionalizantes), unidades montadas para oferecer cursos gratuitos e que não trabalham com softwares proprietários. Devido a esse número relevante, ele esteve no 10º Fórum Internacional do Software Livre para relatar a experiência no município fluminense que conta com quase 1 milhão de habitantes. De início, entregou: "Em 2005, quando começamos a atuar com Linux e com softwares educacionais que permitiam programação, 9.360 alunos frequentaram o curso completo promovido pela Fundec, apesar de não termos conseguido naquele ano qualquer aproximação com a secretaria de educação". Em seguida, acrescentou: "Hoje é diferente, já tenho um ‘link’ [com a Secretaria de Educação], pois as pessoas entenderam que softwares livres eliminam gastos com pagamentos de licenças e podem ser materiais muito qualificados", diz.
Quanto aos alunos, o analista diz que o preconceito começa a se esvair quando eles percebem que, além de terem uma postura mais ativa diante da tecnologia, estão bem menos vulneráveis a ataques de vírus. "O fato de entidades já reconhecerem os softwares livres como uma solução renovadora, e de algumas delas renomadas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já solicitarem, em seus editais de concurso, conhecimento sobre eles, também é importante", destaca Alessandro. A Fundec, com orçamento anual que gira em torno de R$ 14 milhões, utiliza os programas do projeto K-Eduque com os seus alunos, os quais têm a partir de 14 anos.
A utilização nas salas de aula, porém, pode começar mais cedo, já que há programas, como o Gcompris, que focam um público mais novo. "Independentemente do programa que se use, o que precisamos é ampliar a cultura da produção/interação e a repulsa ao software que não permite criação e liberdade aos estudantes, desenvolvedores e professores", defende Mark Suman, diretor da Fundução Mozilla e ativista da comunidade tecnológica há quase duas décadas.
A Mozilla, que tem como produto mais famoso o navegador Firefox, defende há 11 anos a criação de uma classe mundial de software de fonte aberta. No Fórum Internacional do Software Livre, Mark Surman exemplificou ações: "o Firefox 3.5, por exemplo, tem vídeos com padrões abertos, que permitem que estes sejam retirados de sua página de origem e colocados como um elemento em outra página qualquer.”
Conheça:
Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais de Duque de Caxias
Escola experimenta migração
Pedagoga agora dedicada exclusivamente a pesquisas, Vanessa dos Santos Nogueira lecionou, até o ano passado, na escola Marista Santa Marta, localizada no município de Santa Maria (RS). Deixou a escola após finalizar a migração do software proprietário para o software livre, um projeto que ela abraçou, levou à instituição e agora integra parte da sua pesquisa.
No 10º Fórum Internacional do Software Livre, a pedagoga revelou alguns pontos que considerou fundamentais para a que o processo tivesse êxito no ambiente escolar. “Oferecemos aos professores a instalação do sistema Linux em suas casas, pois não adianta você fazer um trabalho na escola e, em casa, na preparação de provas ou exercícios, continuar atuando da mesma forma”, diz.
Para inserir os alunos na realidade do software livre, o assunto foi tratado em sala de diferentes formas. “Utilizamos a própria discriminação com o sistema Linux, ainda existente, para fazer os alunos entenderem o que significava aquela mudança. Foi trabalhado, por exemplo, na aula de filosofia, o motivo de o pinguim não poder ir à escola”, relata Vanessa. Pinguim é o animal símbolo do sistema operacional Linux.
Conheça o blog da pedagoga Wanessa
Leia também
Portal do Aluno e mudanças no E-Proinfo são algumas das novidades apresentadas pelo MEC no FISL
1 de julho de 2009
Número de alunos de graduação a distância dobra no país

28/06/2009 - 8:34 - Sancler Ebert
Com informações da Folha Online.
Cada vez mais alunos de graduação ligam o computador, inserem a senha e estão em sala de aula. O número de matriculados em cursos superiores a distância cresceu 106% entre 2007 e 2008, segundo o MEC (Ministério da Educação).
No ano passado, 109 instituições de ensino públicas e privadas receberam 761.099 matrículas nessa modalidade de EAD (educação a distância).
Mesmo assim, a oferta de vagas é maior que a procura: em todo o país há mais de 1,5 milhão de vagas de curso superior a distância, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Para o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, as instituições estão incorporando a modalidade de ensino a distância. O resultado disso, afirma, é que a quantidade de alunos dobrou de 2007 para 2008 e tende a continuar a crescer.
Entretanto, há questionamento sobre a qualidade dos cursos. Especialistas em recursos humanos apontam a recepção dúbia que esse diploma tem no mercado de trabalho.
No Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, que afere o rendimento dos alunos de graduação) divulgado em 2007, os alunos de ensino a distância saíram-se melhor do que os de cursos presenciais em 9 das 13 áreas que compartilham, em cursos como ciências sociais, pedagogia e turismo.
Cursar graduação a distância não significa ficar o tempo inteiro isolado. É necessário, pela legislação, que no mínimo 20% do total de horas-aula dos cursos credenciados pelo MEC seja presencial.
Canto de estudos
Mas para estudar é preciso concentração, diz Luciana Bispo de Araújo, 30, que cursa gestão de marketing na Unip (Universidade Paulista). Mãe de dois filhos, Araújo usa o período noturno -depois de colocar as crianças na cama- para estudar em silêncio.
Ela conta que não conseguiria cursar uma faculdade tendo de ir às aulas todos os dias num mesmo horário. Araújo considera que os preços das graduações presencial e a distância são similares. "A economia vem dos gastos adicionais, como lanche e condução", observa.
Fonte: http://www.gazetadosul.com.br/
